quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Espírito Santo e seu fruto no crente


Paz
A paz é algo que todo mundo procura. Alguns a acham, mas logo a abandonam quando surge uma tempestade. Somente aquele que aceita a Jesus como Salvador e Senhor da vida, encontrará paz eterna, pois ele é o príncipe da paz “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” Is 9.6. No meio da tempestade Ele fala: “E ele, despertando, repreende o vento e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o ventose aquietou, e houve grande bonança” Mc 4.39; “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo dá. Não se turbe vosso coração, não se atemorize” Jo 14.27.

Longanimidade
Todos são dependentes dela quando são contemplados pela benevolência de outrem, mas nem todos demonstram a mesma paciência para com os outros. Longanimidade é uma santa capacidade de esperar que Deus a seu tempo aja em defesa da justiça do seu povo. A instrução dada em Tiago 1.19 mostra o tipo de paciência que devemos ter “Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar,tardio para se irar”.

Benignidade e Bondade
Ambas as palavras tem sentido aparentes. Tanto benignidade como bondade falam da capacidade de se identificar com pessoas em suas alegrias e tristezas. Vejamos este principio espiritual, nas palavras do apóstolo Paulo: “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” Rm 12.15. Paulo diz mais em Gálatas 6.10 “Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé”.

Fidelidade
Aquele que é fiel a uma pessoa ou uma causa, é uma pessoa que se manterá fiel até a morte. Isto é o que significa ser fiel e leal a Cristo um ser humano fiel e uma caridade, por isto pergunta Salomão “Cada qual entre os homens apregoa a sua bondade; mas o homem fiel, quem o achará?” Pv 20.6. O homem fiel será recompensado: “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tent ados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” Ap 2.10

Mansidão
Mansidão é humildade, primeiramente diante de Deus e em segundo lugar, diante os homens. O segredo na conquista da humildade é reconhecer que nós, juntamente com os demais homens, somos culpados diante de Deus e por isso mesmo carente da sua misericórdia e perdão. Instrução de Paulo em Tito 3.2-4 “Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens. Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens”

Domínio próprio
Jesus foi exemplo perfeito de domínio próprio. Ele ficou irado e expulsou os cambistas para fora do tempo em Jerusalém, mas ele não perdeu o equilíbrio e o controle sobre seu espírito. Paulo aconselha em Efésios 4.26 “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.”; veja em Provérbios 16.32 “Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade.”.

Amor
O maior das virtudes do fruto do Espírito. Em 1º João 4.8 está escrito que Deus é amor “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.”. Só o amor sobrenatural induz-nos a amar àqueles que nos odeiam e a orar pelos que nos perseguem Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus” Mt 5.44; “Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete” Mt 18.21,22. Só o amor divino manifesto pelo Espírito Santo na vida do crente, jamais se consome, porque sua fonte não é o homem, mas Deus “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” 1 Jo 4.7; “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.” 1 Co 13.1,2.

Alegria
Alegria como uma das virtudes distintas do fruto do Espírito Santos, é a alegria de Jesus operante na vida do crente.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sobre a Trindade

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Aqui vamos aprender o que a biblía sagrada nos ensina a respeito da Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Nas citações abaixo, encontramos presente vários verbos e pronomes pessoais e possessios que indicam pluralidade de pessoas, como: façamos, nossa, nós, desçamos e confundamos. Diante disso, podemos perceber mais de uma pessoa se fizeram presentes, portanto a Trindade. Vejamos:
No princípio, após trazer todas as coisas à existência por meio de uma palavra simples e poderosa – haja –, tendo de formar o homem, Deus disse: Façamos o homem segundo a nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” (Gn 1.26).

A respeito do homem, após a queda, Deus disse: “Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal [...]” (Gn 3.22).

No relato bíblico, quanto à confusão das línguas em Babel, lemos ainda Deus dizendo: “Eia, desçamos e confudamos ali a sua língua, par que não entenda um a língua do outro” (Gn 11.7).
Na visão de Isaías, quando Deus aprovou o seu chamado, lemos Deus questionando o profeta: “Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8).
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Estas são as primeiras evidências da doutrina trinitária na Biblía Sagrada. Mas, é no Novo Testamento que encontramos o maior número de citações que confirmam o ensino biblico sobre a Trindade. Confiram abaixo:

“E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16,17)
“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt. 28.19)
“Ora, há adversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há adversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há adversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.” (1 Co 12.4-6)
“A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!” (2 Co 13.13)

“há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos.” (Ef 4.4-6)

“Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas” (1 Pe 1.2)

“Mas vós, edicando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai a vós mesmos na caridade de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Jd v.20,21)

Definição da Trindade

Tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, títulos divinos são atribuídos distintamente às três pessoas da Trindade:
  • A respeito do Pai: “Eu sou o Senhor, teu Deus que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Ex 20.2)
  • A respeito do Filho: “Tomé respondeu e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!” (Jo 20.28)
  • A respeito do Espírito Santo: “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade” (At 5.3,4)

Cada pessoa da Trindade é descrita na Bíblia, como tendo os seguintes tributos:

Deus Pai

Deus, o Pai de toda a criação: O nome do Pai se aplica particularmente à primeira pessoa da Trindade, a que de maneira especial, a revelação divina atribui a obra da criação. “todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1 Co 8.6). Veja mais em Efésios 3.14,15; Hebreus 12.9.

Deus Pai de Israel: A palavra Pai também se aplica a Deus para expressar a revelação teocrática na qual ele permanece com Israel, seu povo no Antigo Testamento: “Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão nos não conheça, e Israel não nos reconhece. Tu, ó Senhor, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome” (Is 63.16). Veja mais em: Deuteronômio 32.6; Jeremias 3.4; Malaquias 1.6

Deus Pai dos crentes: No Novo Testamento, o nome Pai referente a Deus, assume uma dimensão completamente nova, quando fala da paternidade de Deus para com àqueles que nasceram da palavra e do espírito. “Para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mt 5.45). Veja mais em Mateus 6.6; 1 João 3.1

Deus Pai de Jesus Cristo. Num sentido inteiramente diferente, o nome Pai se aplica à primeira pessoa da Trindade em relação à segunda pessoa, isto é, Jesus Cristo. “E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17). Veja mais em João 1.14; 8.54.

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